Dublin, cheguei!

No dia 11 de fevereiro, as 21h10 embarquei de Zurich em direção a Dublin. O voo levou 1h55, tempo que eu tive para pensar em como seriam as coisas por aqui. Elas começaram bem, afinal, meu senhorio se dispôs a me buscar no aeroporto. Um gasto a menos, além da chance zero de se perder até chegar em casa.

Se em Zurich no dia estava nevando, em Dublin estava chovendo. Como era tarde da noite, não consegui ver muita coisa e viemos direto para casa. Conversei com o Rick um pouco, usei o computador, tomei banho e dormi.

No outro dia, pude ter a primeira visão da cidade, pela janela do meu quarto:

O tempo não estava muito bom, mas a vista era linda!

O tempo não estava muito bom, mas a vista era linda!

Eu moro em Dublin 15, que é como um distrito, mas depois explicarei melhor as divisões da cidade. Fica a 40 minutos do centro e diferente de lá, o bairro é calmo, cheio dessas casinhas, o subúrbio propriamente dito. Aqui temos a facilidade de ser como uma cidade própria, pois dispomos de um shopping center (o maior de Dublin), supermercado, cinema, parques, enfim, tudo que precisamos, evitando as idas ao centro.

Nesse dia aproveitei para conhecer o supermercado próximo de casa e descobri que meu cartão não era aceito pois não possui chip (obrigado Banco do Brasil!), mas depois fiquei sabendo que há supermercados dentro do shopping, com maior variedade e preços menores. Embora, um pouco mais longe, a qualidade e o preço compensam!

Na quarta, após sair da sessão de cinema, onde assistimos Warm Bodies, eu pensei que provavelmente essa seja a vida que pedi para mim. Pela primeira vez estou totalmente independente, pagando aluguel e afins, morando em uma cidade fantástica que me dá uma ótima qualidade de vida.

No outro dia, aproveitei para tirar algumas fotos da casa.

My sweet home in Dublin

My sweet home in Dublin

Quarto

Quarto

Sala de Jantar

Sala de Jantar

Quintal

Quintal

Sala de TV

Sala de TV

Cozinha

Cozinha

Se vou ficar por aqui? Não sei. O futuro é incerto e é isso que faz dele essa coisa tão deliciosa. Por enquanto, vou aproveitando o meu presente que começa a fazer valer o nome que leva!

 

 

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Últimas dicas – Suíça

A Suíça é um país pequeno, mas não menos interessante! É um país onde você poderá ficar dias e dias sem se cansar, pois mudando de cidade, mudam os costumes, arquitetura, idioma, restaurantes. Essas dicas foram extraídas do blog da Clarissa Comim e são de grande valia!

Para otimizar a sua viagem, simplifiquei neste post, 10 tópicos que poderam ajudar no planejamento e na sua viagem! Enjoy!

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1) Imigração: A Suíça não exige visto para ficar até 90 dias no país. Mas, lembre-se: para evitar problemas ao entrar no país, leve sempre em mãos a passagem de volta, a confirmação de reserva do hotel e aproximadamente 500 euros em dinheiro. Se você for visitar alguem, peça uma carta com o endereço e os dados da pessoa. Na hora que passar pela imigração,  muitas vezes os fiscais perguntaram o que você irá fazer: Turismo ou Negócios? É só responder 😉

2) Idioma: Os suíços falam 4 línguas: Alemão, Francês, Italiano e Inglês. Se você apenas fala inglês (meu caso!) não há problema. Em todos os lugares fala-se inglês 😉 Se você não fala nenhum desses idiomas, vai passar um pouco mais de trabalho para entender o cardápio dos restaurantes, as atrações, etc..Mas, nada é impossível!

3) Que cidades visitar: Há muitas cidades lindas! Se você tem pouco tempo no país, priorize conhecer (na minha opinião): ZuriqueLucernaBernaInterlaken, Zermatt e Genebra. Se você tem um tempo maior, opte por fazer um passeio em algum Trem Cênico, visitar algum Alpe (a partir de Interlaken, Zermatt ou Lucerna) ou conhecer a parte italiana da Suíça – Bellinzona e Lugano 😉 A partir das cidades citadas acima, você pode fazer bate-e-volta para muitas outras!

4) Escolha a época: Depende muito da atividade que você irá realizar. Se você quer esquiar, o inverno é a melhor época, pois há neve nas montanhas mais baixas (e fica mais barato!). As cidades no inverno, não ficam tão atrativas para turistas (é muito frio para ficar andando na rua). Primavera, na minha opinião, é a melhor época! As cidades estão floridas, o clima está agradável, pode-se passear pelas ruas das cidades, há neve nos alpes (nos mais altos) mas, não é a melhor época para esquiar. Opte por não ir no verão (julho e agosto). As cidades ficam muito lotadas e há filas para tudo!

5) O que e onde comer: Chocolate e Fondue de queijo não podem faltar! Dependendo da região, terá comidas típicas diferentes. Se estiver na parte alemã, terá comida alemão e assim vale para as outras regiões. Opte sempre por restaurantes que não estão nos centros turísticos: os restaurantes são sempre caros. Em outras áreas, há sempre um restaurante charmoso e barato que você vai adorar! Tente conhecer os mercados. A comida é mais barata (Migros e Coop)

6) Escolha as atrações: Não deixe todas as atração da cidade para um único dia. Balance. Muitas filas e museus em um único dia cansam. Idas a mais de um Alpe ou Montanha, também.

7) Ande a pé: Os centros históricos das cidades suíças (grandes ou pequenas) não permitem a passagem de carros. Para tirar proveito, nada melhor do que caminhar! Caminhando você conhece de perto a arquitetura de cada prédio, tem mais contato com os suíços, conhece lugares especiais – como aquele restaurante pequeno todo charmoso…

8) Leve pouca bagagem: Se você for viajar utilizando trem (eu recomendo!) leve pouca bagagem. A maioria das estações tem escadas e degraus e, os trens tem poucos lugares para guardar a bagagem. Além, da sua locomoção da estação de trem até o hotel ficar mais fácil! 

9) Ande de trem: Aproveite a malha ferroviaria que a Suíça oferece para curtir as mais lindas  paisagens: são campos, lagos, montanhas… A maioria das estradas não passam por estes lugares. Além do mais, os centros históricos não permitem carros e as estações de trem ficam, na maioria dos casos, nos centros históricos 😉 Os trens são pontuais, rápidos e o ticketes  “em conta”.

10) Conheça os alpes: Tem um tempo a mais na Suíça? Conheça os Alpes! Eles são fantásticos e a viagem até eles maravilhosa. Há alguns perto de algumas cidades como Interlaken (Jungfraujoch – Top of Europe e Piz Glória), Zermatt (Matterhorn) e Lucerna (Monte Pilatos). No Jungfraujoch, há neve o ano todo!

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 Dica: Na Suíça nenhum comércio funciona aos domingos!

Horário de funcionamento

– Segunda a sexta-feiradas 8am – 6.30pm e nos sábados das 9am – 4pm

– Ônibus e tram funcionam das 5am até 12pm

Atenção: A água da torneira na Suíça pode ser tomada sem problemas, pois é potável, mas não é recomendada para quem tem problemas renais, pois se trata de uma água muito calcária. Fique ligado!

Zurich

Zurique é a maior cidade da Suíça. Localiza-se no nordeste do país, no centro da zona germânica. É a capital do Cantão de Zurique. Faz parte da Suíça desde 1351. A origem do nome está provavelmente nas línguas celtas com a palavra Turus. Os celtas colonizaram a área pelo menos desde 500 a.C.; o nome romano da cidade era Turicum.

A cidade é conhecida como a capital financeira da Europa. Entretanto, a título de cultura, a capital da Suíça é Berna e não Zurique, como muitos pensam. A cidade é charmosa, como grande parte das cidade europeias e durante o verão é possível fazer um passeio de barco por seu rio, conhecendo os principais pontos da cidade.

Centro de Zurich

Centro de Zurich

Para quem prefere caminhar e conhecer a cidade, tudo é pertinho. A igreja de St. Peterskirche é a igreja com o maior relógio de torre da Europa, de quase nove metros de diâmetro, sendo maior até do que o relógio do Big Ben. Dizem que esse é o motivo de os suíços serem tão pontuais.

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Do lado esquerdo, a igreja de St. Peterskirche com o maior relógio de torre da Europa

Do outro lado da ponte Münsterbrücke, fica a Catedral de Grossmünster, em estilo românico. A Catedral de Grossmünster – situada na margem leste do rio Limmat – ressalta na paisagem pela imponência de suas duas torres simétricas. Ela guarda uma das melhores vistas da cidade. Prepare-se fisicamente para encarar os 187 estreitos degraus que levam ao alto da torre, porque a vista vale o esforço.

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Catedral de Grossmünster

O legal dessa Catedral é que ela possui uma miniatura em sua frente, para que os deficientes visuais possam “sentir” a Catedral e saber como ela é.

Miniatura da Catedral para deficientes visuais

Miniatura da Catedral para deficientes visuais

Terminamos o dia no Jules Verne Panorama Bar, um bar que fica em uma torre de observatório e que dá vista 360º para toda a cidade de Zurich. Com certeza, uma boa pedida. O bar vive cheio, mas ainda não é muito conhecido dos turistas, por isso, vale a pena ir até lá para tomar um café.

Vista do bar Jules Verne

Vista do bar Jules Verne

Como é voar na British Airways

A British Airways é uma das maiores companhias aéreas do mundo, possuindo uma das maiores frotas de Boeing 747 (conhecido como jumbo) e sua sede é no aeroporto de Heathrow em Londres, o aeroporto com o maior número de voos internacionais do mundo. Apenas no terminal 5 desse aeroporto há espaço para 60 aviões. Esse é o terminal exclusivo da British Airways.

Meu voo tinha como destino final Zurich e na época da compra da passagem, a companhia aérea com o melhor valor era a British Airways com uma escala em Londres. Eu optei por comprar a passagem pelo site decolar.com pela facilidade de parcelamento. Por isso, é legal sempre pesquisar as passagens em sites de busca.

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BA 246 – Guarulhos-Heatrow (Londres) 18:15

Check-in

O check-in pode ser realizado de 24h a 1 hora antes do voo pela internet, mas não aconselho a fazê-lo uma vez que o check-in pela internet libera poucos assentos e cobra-se um certo valor para poder escolher onde se quer sentar. Por isso, é mais interessante chegar bem adiantado no aeroporto para pegar o melhor lugar à sua escolha.

Quando cheguei em Guarulhos, embora o check-in abrisse às 15h15, já havia fila às 14h00, por isso, decidi entrar para não ficar com o pior lugar na aeronave (esse é um ponto ao qual sou chato, afinal, eu ia ficar 11h naquela poltrona). Quando a fila começou a crescer, os funcionários abriram o check-in antes, o que foi muito bom.

Fizemos o check-in tranquilamente, mas o agente não nos perguntou ou explicou sobre os itens permitidos na bagagem de mão, o que foi um ato falho, caso eu ou o Rick não fôssemos passageiros frequentes.

Decolagem

Após passar pela imigração no aeroporto de Guarulhos com a tão famosa cordialidade dos agentes já conhecida dos passageiros, ficamos alguns minutos no free shop e seguimos direto para o nosso portão. O embarque foi tranquilo e a decolagem um pouco atrasada por causa do tráfego aéreo, mas nada que atrasasse a chegada a Londres.

Após a decolagem, o avião seguiu a rota passando por cima de Belo Horizonte, algumas capitais do nordeste e depois atravessando o Atlântico rumo a capital Britânica. Como o avião não estava cheio, pedi gentilmente que a senhora sentada ao meu lado passasse para as poltronas à frente, afim de que ficasse mais confortável para nós dois. Assim, tive duas poltronas para dormir, o que foi de grande ajuda!

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Equipamento e assentos

O equipamento utilizado pela British na rota GRU-LHR é o Boeing 747-400.
Não é um avião moderno, mas voar em um 747 é algo bastante agradável, o avião passa por turbulências com mais suavidade, o seu tamanho impressiona, o espaço interno para circulação é muito amplo e o silêncio também é um ponto forte.

O avião desta rota estava configurado com 14 assentos na primeira classe (first), 70 assentos na executiva (club world),30 assentos na econômica premium (world traveller plus) e 177 assentos na econômica (world traveler).

Viajei de classe econômica com configuração 3-4-3 e o espaço entre as poltronas é razoável, na média do mercado, mas os assentos são muito confortáveis, pois o apoio para cabeça tem uma regulagem mais firme. Quando você dorme e apóia a cabeça o mesmo fica firme e não se move como em outros tipos de regulagem, este item foi bem pensado e é superior.

Apesar de o avião não ser o mais moderno, estava limpo, bem cuidado com todos os itens funcionando, banheiros limpos e completos.

Entretenimento

Os aviões da British de longo curso oferecem tela de vídeo individual e uma programação muito ampla chamada highlife. As telas têm tamanho razoável e a luminosidade, volume e menu são controlados pelo toque na tela ou por um controle no braço do assento.

Os filmes, programas e musicas são ¨on demand¨, onde você escolhe a hora que quer começar, pausar ou parar de ver um filme ou ouvir uma música por exemplo. As opções eram lançamentos e uma biblioteca com filmes já lançados, tinha filmes dublados para o português ou outras línguas e as opções eram muitas.

Filmes, músicas com vários CDs disponíveis e programas de TV além, é claro, do tradicional moving map, onde você pode acompanhar as informações do voo, também estavam disponíveis. Faltaram algumas opções de novas músicas, como top 10 e o CD da Adele.

A revista de bordo da British (High Life) e o catálogo do freeshop a bordo (High Life Shop) também estavam disponíveis.

Serviço de bordo

Logo após a decolagem, serviram uma bebida (à escolha do passageiro, incluindo boas opções de bebida alcoolica) e por volta de 20h30 serviram o jantar, que poderia ser frango com molho, arroz, ervilhas e cenoura ou macarrão ao molho branco com lascas de salmão. Novamente era possível escolher a bebida da preferência do passageiro. Após o jantar, foi servido café e chá.

Durante a viagem, na galley ficou disponível sucos e água para quem tivesse sede durante a noite.

Uma hora e meia antes do pouso em Londres foi servido o café da manhã, que consistia em omelete, pão, manteiga, leite com café ou chá.

Pouso em Londres no Aeroporto Heatrow – Terminal 5

O pouso foi tranquilo, o céu estava parcialmente encoberto mas era possível ver o Sol entre as nuvens. O aeroporto de Heatrow é um dos mais movimentados do mundo e é enorme! Ao sair do avião, tivemos que pegar um trem do desembarque para a área onde se pegava as malas e fazia-se a conexão para outros voos. Como minhas malas haviam sido despachadas diretamente para Zurich, eu só tinha que passar pela imigração até a sala de embarque.

Aqui vem o porém: a imigração no aeroporto de Heatrow é demorada, eles são bem rígidos sobre o que pode e o que não pode se levar na mala de mão e por isso as filas são enormes e intermináveis. Eu levei em torno de 40 minutos para refazer esse processo em Londres. O que ajudou, no final, foi o passaporte europeu, pois não foi-me feita nenhuma pergunta, algo que pode ainda atrasar um pouco mais a imigração para brasileiros.

BA 712 – Londres – Zurich

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Check-in e decolagem

Eu não precisei realizar o check-in, pois meu cartão de conexão já havia sido dado em Guarulhos. O embarque foi no horário, mas o avião levou em torno de 40 minutos para sair de Londres, devido a uma nevasca em Zurich. Todos os passageiros ficaram presos no avião durante esse período.

Equipamento e assentos

O Equipamento utilizado nesse voo foi o Airbus A319 jet, com a configuração 3-3. É um avião confortável, porém bem menor que o do voo intercontinental.

Entretenimento

Não havia TV’s individuais e as TV’s da aeronave exibiram durante todo o voo informações sobre o mesmo e o percurso no mapa. Também havia a revista de bordo e a do free shop, caso alguém quisesse comprar algo.

Serviço de bordo

O serviço de bordo foi mais simples, porém com a mesma qualidade: serviram croissant com tomate e maionese de ovos com ervas, suco de laranja, mais a opção de café ou chá.

Pouso em Zurich e imigração

O pouso foi tranquilo e pelo que pude ver a nevasca havia sido apenas no topo das montanhas, pois não havia sinais de neve em Zurich. O aeroporto possui calefação e após passar pela imigração, que foi super simples novamente por causa do passaporte europeu, não tive dificuldades em achar a esteira e alguns minutos depois minha bagagem já havia sido liberada.

Avaliação final

Voar na British Airways é uma ótima experiência, pois embora o voo até Zurich (em torno de 14 horas) seja cansativo, as aeronaves são confortáveis e o serviço de bordo é excelente. Brasileiros podem ficar até 3 meses na Europa sem visto, mas diferente dos europeus, para conseguir entrar, são necessárias algumas coisas, como comprovar que pode se manter no país durante o período pretendido, apresentar passagem aérea de volta, voucher de hotéis e seguro saúde. Para maiores informações sobre o que é necessário em cada país, visite o site da embaixada do país.

Sair de Casa

Partir era mais fácil na minha cabeça do que está sendo na realidade. Lembro quando criança, de arrumar algumas peças de roupa em uma pequena mochila e subir a rua, dizendo a mim mesmo que havia chegado o momento de fugir de casa. Quando a raiva e o choro passavam, eu dava meia volta e ia de encontro a casa que eu chamava de lar.

Os anos passaram e a infantilidade da fuga deu lugar ao desejo da independência. Tive experiências de passar alguns períodos longe de casa, como em meu intercâmbio na África do Sul ou o mochilão pela América do Sul. Mas havia uma diferença: eu tinha data pra voltar. Quando eu voltava, meu quarto estava do jeito que eu havia deixado, minhas roupas, meus amigos, meu lugar.

Hoje não. Sei que a partir de hoje não haverá mais acordar com o vibrar do celular e ao abrir os olhos, ver minha tv bem ao lado da estante dos meus livros prediletos. Que ao levantar, não cruzarei mais o corredor com o meu guarda-roupa rumo ao banheiro, passando pelo quarto de minha vó e de minha mãe dizendo “Oi”, pois de manhã não sou adepto do “Bom dia”. E que não haverá mais minha vó dizendo: “Fala bom dia menino!”.

Sei que a partir de hoje não vou mais abrir a geladeira atrás de um copo bem gelado de água, meu tão costumeiro café da manhã. Que não olharei mais o relógio para me certificar de que não estou atrasado para começar a preparar o almoço. E que entre o cozinhar dos alimentos, vou sentar no sofá de casa, ligar a TV e acompanhar a timeline do facebook, tudo junto.

Sei também que não haverá mais almoços e jantares diários onde a conversa, discussão e risadas familiares embalavam como último tempero do alimento recém preparado. Que de noite, não haverá mais a parada para ver a novela com minha mãe e vó. Que às quartas ou quintas, não estarei mais presente nos cafés com os amigos para rir e extravasar os estresses da semana.

Sei que hoje será o último dia em que poderei responder a pergunta “Onde você mora?” com “Em Bauru”.

Sair de casa, dói. Ir embora, dói. Crescer, dói. Mas esse amadurecimento é mais do que bem-vindo: é por causa dele que no futuro poderei olhar pra trás e dizer: eu consegui!

Sei que embora distante, o sentimento entre família e amigos continua o mesmo, não morre, não enfraquece. O que cresce é a saudade e a vontade de estar junto mais uma vez.

E é nisso que eu me apoio para seguir em frente, sempre.

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Despedida Colorful

Quando meus melhores amigos foram embora de Bauru, eu me senti sem chão. Achava que não seria mais capaz de fazer parte de um grupo e teria que conviver eternamente no limbo dos conhecidos, vivendo em grupos que não eram meus, fingindo gostar da superficialidade de uma conversa de bar.

Aos poucos, ao longo desses dois anos, foi surgindo sem que eu percebesse, uma complexidade entre pessoas que antes pareciam desconexas no contexto, mas que hoje, consigo ver que não poderia ter sido de outro modo: estava destinado que iríamos fazer parte de um grupo onde a dosagem de brincadeira e seriedade eram igualitárias e que isso tornava cada café, cada encontro, mais um ponto para amá-los cada vez mais.

Foi difícil lidar com o novo grupo, principalmente porque eu estava acostumado com outro tipo de amizade, mas hoje só tenho a agradecer a cada um por ser tão especial e acima de tudo, me fazerem crescer e amadurecer cercado de algo que é raro hoje em dia: o amor pelo próximo. E eu me senti amado. Me sinto amado. Por cada gesto, por cada palavra, por cada risada dada nos momentos em que estávamos juntos.

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Me despedir de vocês foi surreal. Primeiro porque ainda não sinto que estou indo embora. Talvez minha ficha caia no avião. Talvez caia na quarta ou quinta que vem, por volta das 20h30, quando não estarei indo tomar banho para encontrá-los para mais um café. Talvez aí a dor bata forte e a saudade grite no meu peito pedindo pra voltar. Mas sei que, assim como eu, vocês querem que eu seja feliz e que essa nova fase talvez traga o que tanto procuro no mundo: um lugar para chamar de meu.

Mas independente disso, quero que todos saibam que hoje, sentado no meu quarto encaixotado, com as malas prontas, é em vocês e na minha família que penso. Quero agradecer cada momento, cada beijo, cada abraço, cada lágrima que existiu e ainda vai existir entre nós. Porque o nosso amor já não é apenas de amigos, é amor de irmãos. Vocês, com certeza, fazem parte da minha família.

Eu amo vocês!

Jantar de Despedida

E os eventos da despedida continuam…

Hoje em casa vieram os parentes mais próximos para a minha despedida. Aliamos o evento ao aniversário do meu irmão (que é amanhã).

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Foi ótimo reunir os familiares em casa, ouvir histórias da minha avó de quando meus tios e mãe eram pequenos, meus tios contando histórias de quando minha prima era pequena. Essa coisa de se sentir parte de algo, de ter o fio da vida entrelaçado no novelo da família é muito gratificante.

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O cardápio escolhido não poderia ser diferente: frango ao molho de laranja. Explico: quando eu era pequeno, todo final de ano, no período de festas, minha tia Beth fazia esse prato. As pessoas diziam: “Mas de novo?”, e ela respondia: “Sim, porque o Felipe gosta”. E eu passava a semana toda comendo aquele frango que hoje tem gosto de saudade.

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Esse ano fará 7 anos que ela nos deixou, mas esse foi o modo que encontrei se senti-la presente nessa nova fase que vai se iniciar na minha vida. Sei que onde estiver, ela está olhando por mim e se sentindo orgulhosa do passo que estou dando.

Mais 3 dias para eu mergulhar de cabeça no desconhecido.