Bariloche 2011

Depois de 26h de viagem em um ônibus executivo desde Buenos Aires pela empresa Chevallier, chegamos pela manhã em Bariloche. Por mais longa que a viagem possa parecer, pelo conforto do ônibus e alguns comprimidos de dramin fizeram com que parecesse mais rapido que a viagem de Bauru até São Paulo.

O legal desse ônibus é que ele não faz paradas, ou seja: nada de postos, de esticar as pernas, fumar então? Nem pensar! Toda a alimentação é feita a bordo e servida por comissários especializados em viagens terrestres. Show de bola!

O ônibus possuía dois andares: o de cima, a classe econômica; embaixo, a executiva. Na foto, a parte da galley

Quando chegamos, já deu pra sentir a diferença no clima de Buenos Aires e Bariloche. Embora estivesse começando o inverno, o clima da Patagônia argentina dava as boas-vindas com um ar bem mais gelado e seco: era o que eu esperava!

Fomos direto para o Hostel Inn Bariloche. Bariloche é uma cidade charmosa em um local privilegiado, cercada por montanhas, aos pés do lago Nahuel Huapi. É possível sentir a geografia em suas ruas de subidas e descidas íngremes. No hostel não foi diferente: era preciso subir um lance de escadas de 120 degraus para chegar a recepção. Ok, não parece muito, mas tente fazer esse trajeto com uma mala de 15kg e depois de duas a três vezes por dia: minhas panturrilhas agradeciam cada vez que precisava fazer isso hehehehe

Sacada do hostel com vista para o lago Nahuel Huapi e vista do sol nascendo

Como fomos fora da época que os hermanos chamam de Brasiloche, fica mais fácil aproveitar a cidade, pois ela não está tomada por brasileiros e turistas dificultando os passeios e tirando o charme argentino do local. Com certeza, foi uma sábia decisão!

Vista do Cerro Catedral, com os lagos que cercam Bariloche

Há muito o que se fazer em Bariloche além de se ver neve: é possível usar o teleférico até o Cerro Catedral, passeios para o Glacial Negro e o Cerro Tronador, além de experimentar seus chocolates e alfajores, especialidades da região.

Centro Cívico de Bariloche

O lago Nahuel Huapi também possui uma história interessante: na língua dos indígenas, significa “A Ilha do Tigre”, mas como os espanhóis não entenderam direito, fizeram a tradução para o nome do lago. É uma pena, pois após a erupção do vulcão, pode ser que o lago não atinja mais esse tom azulado que vemos nas fotos.

Lago Nahuel Huapi

O Glacial Negro fica junto ao Cerro Tronador (que recebe esse nome pelo som semelhante a trovoada de suas avalanches). O interessante desse local é justamente seu gelo com cor escura, encontrado apenas ali e no Pólo Norte; a coloração se deve aos sedimentos de cinzas vulcânicas que se congelaram junto com a água. Com o decorrer dos anos e o aquecimento global, ele tem diminuído de tamanho vertiginosamente, então se você planeja ver essa maravilha, corra, pois ela está quase em extinção.

Cerro Tronador com Glacial Negro

Na visita a Bariloche, não deixe de aproveitar a excursão a uma pequena cidade próxima chamada San Martín de Los Andes. É uma cidadezinha encravada na montanha com charme e personalidade própria.

San Martin de Los Andes

Os restaurantes do local são excelentes e suas árvores com folhas avermelhadas (entre o outono e o inverno) dão o toque final. Uma ótima pedida!

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