Buenos Aires – Como chegar e sair dos aeroportos

Nesse post seguem todas as dicas e informações necessárias para você não passar nenhum aperto na chegada a Buenos Aires, independente do aeroporto. Não cloquei valores, pois pode ser que sofram alteração, mas já dá pra ter uma ideia das opções de transporte.

Aeroparque Metropolitano Jorge Newbery (AEP)

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O Aeroparque, como é mais conhecido, é o aeroporto utilizado para vôos domésticos, no entanto também recebe vôos de países da América do Sul vindos do Brasil (LAN, Aerolíneas, GOL e TAM fazem o trecho desde São Paulo), Chile, Paraguai e Uruguai. Localizado a 15min do centro de Buenos Aires, em frente ao Rio da Prata. Fazendo um comparativo com os nossos aeroportos, poderíamos dizer que o Aeroparque esta para os argentinos como o Aeroporto Santos Dumont (SDU) e o Aeroporto de Congonhas (CGH) para nós.

Como chegar/sair do Aeroparque

REMIS

Poderíamos dizer que esse é o mais caro dos serviços oferecidos para transfer. É o serviço VIP. Geralmente são carros executivos. Logo no desembarque, existem várias  empresas que oferecem esse tipo de serviço. Estão localizadas no Setor A, A1 e A2 no térreo do aeroporto.

TÁXI

Uma opção mais barata que o Remis e também com conforto e rapidez é sem dúvida o táxi. Opte pelos credenciados logo na saída do desembarque. Do aeroporto para a região central são somente 4km, custo em média ARG$ 30,00 (Recoleta e Centro). Caso você opte pelo táxi comum, solicite sua corrida pelo taxímetro.

ATENÇÃO:  Existem “taxistas” que te abordam e oferecem serviço de táxi, sendo que ao chegar ao  carro, você verifica que ele é um particular a fim de ganhar uma grana como taxista. Cuidado!  Na dúvida pague um pouco mais e siga caminho com um táxi credenciado.

ÔNIBUS COMUM (COLETIVO)

Opção mais barata para chegar até o centro de Buenos Aires. Existem várias linhas que fazem vários trechos para diferentes lugares da cidade. Importante lembrar que os coletivos não possuem o famoso “trocado” como no Brasil e sim uma maquininha onde se paga em moedas e ela emite um ticket da viagem. Então  não se esqueça de ter “monedas” para pegar o coletivo. Para melhores informações  procure a central de informações no Aeropaque, logo na saída do desembarque, eles te explicam  de forma rápida e precisa.

Linhas de ônibus: Linha 33, linha 45 e linha 160

Aeroporto Internacional Ministro Pistarini (EZE)

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Comumente conhecido como  Ezeiza, é o mais importante aeroporto para vôos internacionais da Argentina e um dos mais agitados da América do Sul. Esse moderno aeroporto está localizado a 35 Km do centro de Buenos Aires.

Como chegar/sair do Aeroporto de Ezeiza

REMIS

Este serviço é igual ao ofertado no Aeroparque, por ser exclusivo é o mais caro.

TÁXI

Uma boa opção se você estiver com até 3 pessoas, pois o custo benéfico é melhor que o ônibus (transfer). Na saída da sala de desembarque é possível avistar o balcão de serviços da Cooperativa de Taxi de Ezeiza. O sistema é como em outros aeroportos, o serviço é pago no balcão e é emitido um voucher, depois o mesmo é entregue ao motorista. É possível pagar com cartão de crédito e débito.

ÔNIBUS EXECUTIVO

Excelente opção de transfer até o centro de Buenos Aires. A empresa que faz o trecho entre o centro/aeroporto (vice e versa) é Manuel Tienda Leon. O destino final do ônibus é o Terminal Madero, localizado na Av. Eduardo Madero, 1299, por trás do Hotel Sheraton na Plaza San Martin (perto da estação ferroviária do Retiro). Eles também oferece um serviço de conexão, onde o passageiro é levado até o Terminal Madero, de lá seguem em vans até  a hospedagem de destino ou para o Aeroparque. Para maiores informações, acesse o site Manuel Tienda Leon.

ÔNIBUS COMUM (COLETIVO)

Essa é a opção mais barata para chegar até o centro de  Buenos Aires. O ponto de partida (parada) no Aeroporto de Ezeiza, fica localizado em frente a  empresa administradora do aeroporto  (Aeropuertos Argentina 2000). Logo ao sair do Terminal B,  vire a esquerda a caminhe em frente. Se você chegou pelo Terminal A, terá que caminhar até o Terminal B (5 min).

Linha 51 – Rota: Essa linha pode terminar na Estação Central na Constitución ou na Estação Lanus, a viagem dura em média 1h. Sempre é bom checar com o motorista o trajeto para evitar caminhos errados Caso termine na Estação Lanus, é só pegar um Subte até a Estação Constitución. Chegando na Estação Constitución você pode pegar um dos  ônibus das linhas: 28, 9, 45, 59 ou 100 seguindo para o centro de Buenos Aires. Esse trecho é seguro e muito barato.

Linha 8 – Rota: Essa linha era conhecida como 86. Têm saídas a cada 45min e vai do Aeroporto de Ezeiza a Plaza de Mayo. Antes de subir no ônibus, tenha certeza de que na frente  está escrito EZEIZA, já que nem todos da Linha 8 vão ou voltam de Ezeiza. Seu ponto inicial no bairro de La Boca, passando pela Avenida de Mayo, Casa Rosada, Plaza Del Congreso e Mercado Central.

Dentre todas as opções, eu considero o serviço de transfer de ônibus e os táxis os melhores, pois além de estarem no meio termo, são os que dão a menor dor de cabeça na hora de chegar/sair do hotel em direção aos aeroportos. Dica: se decidir ir de táxi, sempre procure as companhias com preço fechado no balcão do aeroporto, o risco de ser enganado é menor, além do pagamento ser possibilitado através do crédito ou débito.

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Buenos Aires – O que visitar

Se você possui um roteiro apertado como o meu, de apenas 5 dias, sendo o último perdido com a ida ao aeroporto e o primeiro começando no meio da tarde, é possível conhecer os principais pontos de Buenos Aires sem muitos contratempos.

Caso tenha escolhido um hotel no microcentro, grande parte das principais atrações podem ser feitas a pé ou estarão a uma linha de metrô de você.

ROTEIRO

Primeiro dia – Centro/governo:

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Almoce em algum restaurante nas ruas Lavalle ou Florida (ou arredores). Aproveite para conhecer as Galerías Pacífico e siga direto para a Plaza de Mayo. Muitas fotos pra bater na Plaza de Mayo, em frente ao Cabildo, ao Banco Central, à Casa Rosada e à Catedral Metropolitana. Após a Catedral,  pegue o Subte (metrô) – linha A – para a praça do Congresso (Estação Congreso). É possível fazer esse trajeto à pé seguindo a rua Rivadavia. Bata suas fotos e depois tome o mesmo subte, dessa vez no sentido inverso, até a estação Piedras. De volta à Avenida de Mayo, siga para uma paradinha no Café Tortoni, o mais antigo de Buenos Aires. Os fãs de chocolate têm que provar o chocolate espeso.

Segundo dia – Centro e Recoleta:

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Nesse dia da viagem, procure usar tênis, pois há muito para onde andar. Inicie sua jornada fazendo uma visita ao Teatro Colón e Obelisco. A partir daí, vários são os locais a visitar, cuja ordem deve ser definida pelo viajante: Cemitério da Recoleta, Centro Cultural Recoleta, Igreja do Pilar,Buenos Aires design, Museu de Belas Artes, Monumento floralis generica, Faculdade de Direito, Palais de Glace e Museu de Arte Latino-americana de Buenos Aires (Malba).

Terceiro dia – San Telmo e La Boca:

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Pegue o subte, descendo na estação Catedral. De lá, caminhe (1 km) ou tome um táxi com destino à Plaza Dorrego em San Telmo (é possível fazer esse trajeto a pé também, seguindo pela Avenida 9 de Julio). É lá que fica a famosa feira de antiguidades, que ocorre sempre aos domingos. Cuidado para não chegar muito tarde, pois a feira se encerra junto com o por-do-sol, quando começa um pequeno bailinho de tango em plena praça. Depois, pegue um táxi e siga até o Caminito, o local em que a cultura porteña ganha vida através de suas casinhas coloridas e seus casais dançando tango em plena rua. Vale uma visita. A 3 quadras dali, encontra-se o estádio do Boca Júniors.

Quarto dia – Puerto Madero e Palermo:

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Siga para Puerto Madero. Após o farto almoço em alguma das churrascarias de Puerto Madero (de preferência, o rodízio do Spettus – vide item “gastronomia”), rume para Palermo (de subte ou de táxi), para visitar o planetário, os lagos, o rosedal e o Parque 3 de Febrero. Termine sua tarde visitando o Jardin Japonés.

Buenos Aires – Onde se hospedar

A primeira vez que estive em Buenos Aires me hospedei no Florida Suites Hostel, que fica na Calle Florida. O hostel possui uma localização privilegiada em uma das ruas de compras mais movimentadas da capital portenha, ficando próxima a várias estações de metro (os hermanos chamam de subte) e a apenas algumas quadras do Obelisco e da Casa Rosada.

Dessa vez, o Florida estava com os valores muito altos e eu iniciei uma busca por outro hotel para ficar (Dicas de sites de busca de hospedagem? Você encontra aqui). O legal antes de escolher o hotel, é saber onde pretende-se ficar. Buenos Aires é uma cidade onde muita coisa pode-se fazer a pé ou de metro. Por isso, eu sempre procuro ficar em hotéis que sejam no Microcentro, pois facilita muito na questão do transporte.

Sempre avalie o custo benefício do hotel escolhido: as vezes o mais promocional se encontra tão longe de tudo, que o valor final vai triplicar pelo tanto que você vai ter que gastar com transporte para ir aos pontos turísticos.

Dessa vez, o hotel que mais me chamou a atenção foi o Hostel Parada. Eu já tinha feito uma reserva nele quando decidi ir para Buenos Aires ano passado. Mas como o tempo não agendou e eu perdi o voo, acabei não conhecendo o hostel. Dessa vez, o preço estava excelente e vi uma ótima oportunidade para fazê-lo.

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Saguão da Recepção Hostel Parada

O Hostel Parada também está no microcentro, mas do outro lado da Av. 9 de Julio em comparação com o Florida Suites. Ele fica em um prédio super charmoso e antigo da cidade, mas os quartos são todos reformados e possuem banheiros (um diferencial, já que a maioria dos hostels possuem banheiro compartilhado).

Aqui cabe uma ressalva: eu não sou o tipo de pessoa que liga para hospedagem. O mínimo de conforto para mim já está bom. Se você procura algum hotel no estilo 4 ou 5 estrelas, talvez esse post não seja de muita utilidade para você.

Por exemplo: no Hostel Parada, o café da manhã se limitava a leite e café quentes, mais media lunas a vontade. Só. Para muitos isso seria motivo de reclamação, pois esperamos de um hotel o café da manhã de um rei. Entretanto, eu estava mesmo preocupado em ficar bem localizado gastando pouco e para mim, aquele café da manhã, estava excelente.

Outra coisa que me chamou a atenção no Hostel – que está passando por reformas – é que todas as tomadas do quarto eram universais, então você não precisava se preocupar com adaptadores. Eu até tinha um da ultima viagem que fiz na Argentina, mas ele não precisou sair da mala.

DSCN0402Tomada Universal

Por isso, posso dizer que a escolha da hospedagem foi certeira. Estávamos próximos a tudo, conseguimos fazer todo o microcentro a pé e ficando em um local limpo e organizado. Ponto para o Hostel Parada!

Mi querida Buenos Aires (com saída de Bauru!)

Quando decidi que queria fazer uma viagem de despedida com minha mãe, eu sabia que não poderia gastar muito, pois estava guardando o dinheiro para a outra viagem. Então nada mais certo do que ir para algum destino, com saída de Bauru, em que eu pudesse viajar por milhas.

Entrei no site da GOL e comecei a pesquisar primeiramente o nordeste. Como o período era janeiro, estava impossível viajar para lá. Além das milhas, teria que ser dado uma parte em dinheiro que extrapolava o que eu pretendia gastar.

Como já havia conhecido outros destinos no sul e sudeste, decidi ver como estava o trecho de Bauru a Buenos Aires, que embora eu já tenha conhecido, sempre quis levar minha mãe para conhecer.

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Para minha surpresa, era possível trocar o trecho apenas por milhas pagando só taxa de embarque e com saída de Bauru! Na hora emiti os bilhetes e esperei ansiosamente pela viagem.

Para quem se interessar, o voo para Buenos Aires saindo de Bauru faz conexão em São Paulo e Curitiba na ida, totalizando em torno de 7 horas de viagem e a volta em Porto Alegre e São Paulo, totalizando em torno de 9 horas de viagem. O aeroporto de chegada em Buenos Aires é Ezeiza.

Mesmo para quem não possui milhas, o valor da passagem ida e volta para Buenos Aires com saída de Bauru se torna interessante em algumas épocas do ano, por isso, vale a pena pesquisar!

Nos próximos posts vou esmiuçar mais a viagem, deixando o roteiro bem didático para quem pretende fazer essa viagem de forma independente, que acaba ficando bem mais barato do que indo por uma agência de viagens.

 

Santiago do Chile 2011

Desde que minha prima morou em Santiago, eu tinha vontade de ir até o Chile e conhecer essa cidade maravilhosa. Se Buenos Aires tem um ar europeu, Santiago já tem o ar de São Paulo, com suas peculiaridades e charme.

Grande parte da população chilena vive na região metropolitana de Santiago e – corrijam-me se eu estiver errado – não há favelas na cidade. Tudo é muito limpo, a vida cultural ferve e a noite é uma das melhores da América do Sul.

Estrada entre Mendoza e Santiago

A viagem de ônibus entre Mendoza e Santiago já é um atrativo por si só. Atravessar os Andes é algo único! As paisagens vão se alterando e o caminho, com suas curvas sinuosas torna tudo um encanto. Ficamos hospedados no Hostel Cienfuegos, numa região super central e próxima ao Palácio de La Moneda e estações de metrô.

Palacio de La Moneda

Santiago é uma cidade super organizada e os pontos turísticos são relativamente próximos uns aos outros. Os mais distantes são facilmente alcançados de metro. Por isso, planeje bem o seu roteiro: às vezes, o próximo ponto turístico pode estar mais perto do que se imagina.

Vista do Cerro de Santa Lúcia

Outro ponto importante de ser visitado em Santiago é o mercado Central, muito parecido com o Mercadão de São Paulo, onde é possível encontrar as frutas e os peixes típicos de cada região. Por falar nisso, a alimentação no Chile é algo à parte: a palta, um creme feito de abacate,  é usado em praticamente tudo; eles comem no café da manhã no pão com manteiga, junto com a salada, no sanduíche do Burger King, enfim, é uma preferência nacional. As porções também são bem servidas e eles possuem alguns pratos a lo pobre: grandes porções de carne à milanesa, com batata frita e ovos.

Gastronomia chilena: dieta não tem vez em uma viagem dessas

Aproveite a ida para Santiago para conhecer o Valle Nevado, Viña del Mar e Valparaíso. Como eu tive um período curto de estada, preferi fazer o passeio a Viña del Mar e Valparaíso, mesmo porque não era temporada de neve no Chile. São lugares fantásticos e para quem não teve a chance, é a oportunidade de colocar o pé no oceano Pacífico.

Viña del Mar

Essa excursão ainda reserva uma surpresa: é possível conhecer uma estátua trazida da Ilha de Páscoa, o Moai. Só existem três fora da ilha: uma em Viña del Mar, uma em Santiago e uma em algum museu ao qual não me lembro qual em outro lugar do mundo.

O Chile possui um ótimo custo benefício e para quem mora no Brasil, é um passeio possível e barato, se comparado a outros destinos internacionais.

Embarque nessa!

Mendoza 2011

Depois de mais 16 horas de ônibus, chegamos a Mendoza. Mendoza é uma cidade argentina tranquila de mais ou menos 100 mil habitantes. Ela segue os padrões de Las Vegas: construída no meio do deserto, as plantas que crescem lá foram desenvolvidas para receber irrigação artificial.

Parque no centro de Mendoza

Interessantemente, um dos maiores parques da Argentina está em Mendoza. A região também é muito conhecida por ser produtora dos melhores vinhos das Argentina e um dos passeios oferecidos é justamente para conhecer esses locais e degustar vinhos.

Exemplo de vinícola em Mendoza

Mendoza também está super próxima de Santiago no Chile, o que dá a chance de conhecer a Cordilheira dos Andes e o parque do Aconcágua, a maior montanha da América do Sul. Seguindo de excursão, esse passeio tem duração de um dia.

Ao fundo, a montanha Aconcágua

Mendoza também faz parte do caminho dos Incas, onde é possível conhecer uma das únicas pontes esculpidas pela água no mundo. Sua coloração se deve ao solo sulfuroso da região, devido ao vulcão que se encontra próximo a localidade.

Ponte dos Incas com a fonte termal construída no começo do século 19

O parque do Aconcágua é um adicional que vale a pena. Além de conhecer a maior montanha da América do Sul, suas outras montanhas com colorações diferenciadas devido ao ferro do solo, fazem com que o contraste com os lagos sejam absurdamente lindo e único.

Parque do Aconcágua

Se tiver a chance, recomendo esticar a viagem e conhecer essa encantadora cidade em meio ao deserto e tão próxima a cordilheira dos Andes.

Bariloche 2011

Depois de 26h de viagem em um ônibus executivo desde Buenos Aires pela empresa Chevallier, chegamos pela manhã em Bariloche. Por mais longa que a viagem possa parecer, pelo conforto do ônibus e alguns comprimidos de dramin fizeram com que parecesse mais rapido que a viagem de Bauru até São Paulo.

O legal desse ônibus é que ele não faz paradas, ou seja: nada de postos, de esticar as pernas, fumar então? Nem pensar! Toda a alimentação é feita a bordo e servida por comissários especializados em viagens terrestres. Show de bola!

O ônibus possuía dois andares: o de cima, a classe econômica; embaixo, a executiva. Na foto, a parte da galley

Quando chegamos, já deu pra sentir a diferença no clima de Buenos Aires e Bariloche. Embora estivesse começando o inverno, o clima da Patagônia argentina dava as boas-vindas com um ar bem mais gelado e seco: era o que eu esperava!

Fomos direto para o Hostel Inn Bariloche. Bariloche é uma cidade charmosa em um local privilegiado, cercada por montanhas, aos pés do lago Nahuel Huapi. É possível sentir a geografia em suas ruas de subidas e descidas íngremes. No hostel não foi diferente: era preciso subir um lance de escadas de 120 degraus para chegar a recepção. Ok, não parece muito, mas tente fazer esse trajeto com uma mala de 15kg e depois de duas a três vezes por dia: minhas panturrilhas agradeciam cada vez que precisava fazer isso hehehehe

Sacada do hostel com vista para o lago Nahuel Huapi e vista do sol nascendo

Como fomos fora da época que os hermanos chamam de Brasiloche, fica mais fácil aproveitar a cidade, pois ela não está tomada por brasileiros e turistas dificultando os passeios e tirando o charme argentino do local. Com certeza, foi uma sábia decisão!

Vista do Cerro Catedral, com os lagos que cercam Bariloche

Há muito o que se fazer em Bariloche além de se ver neve: é possível usar o teleférico até o Cerro Catedral, passeios para o Glacial Negro e o Cerro Tronador, além de experimentar seus chocolates e alfajores, especialidades da região.

Centro Cívico de Bariloche

O lago Nahuel Huapi também possui uma história interessante: na língua dos indígenas, significa “A Ilha do Tigre”, mas como os espanhóis não entenderam direito, fizeram a tradução para o nome do lago. É uma pena, pois após a erupção do vulcão, pode ser que o lago não atinja mais esse tom azulado que vemos nas fotos.

Lago Nahuel Huapi

O Glacial Negro fica junto ao Cerro Tronador (que recebe esse nome pelo som semelhante a trovoada de suas avalanches). O interessante desse local é justamente seu gelo com cor escura, encontrado apenas ali e no Pólo Norte; a coloração se deve aos sedimentos de cinzas vulcânicas que se congelaram junto com a água. Com o decorrer dos anos e o aquecimento global, ele tem diminuído de tamanho vertiginosamente, então se você planeja ver essa maravilha, corra, pois ela está quase em extinção.

Cerro Tronador com Glacial Negro

Na visita a Bariloche, não deixe de aproveitar a excursão a uma pequena cidade próxima chamada San Martín de Los Andes. É uma cidadezinha encravada na montanha com charme e personalidade própria.

San Martin de Los Andes

Os restaurantes do local são excelentes e suas árvores com folhas avermelhadas (entre o outono e o inverno) dão o toque final. Uma ótima pedida!