O que você prefere? A arrogância ou a falsa modéstia?

O que você prefere, passar por falso modesto ou arrogante? Sinceramente, prefiro o segundo. Detesto falsa modéstia assim como detesto os falsos modestos. Modéstia a parte, prefiro muito mais aqueles que falem “sou bom mesmo” “faço mesmo”. Muitas pessoas olham feio, criticam, xingam, tomam aversão a pessoas que botam a cara para bater e dizem que são bons.

O que quero falar na verdade é que existe uma grande diferença entre se achar bom ou ser bom, se achar medíocre ou ser medíocre ou pior, se achar foda e ser um medíocre. O falso modesto é o pior arrogante, pois ele se inferioriza para ser mais elogiado e ter o ego ainda mais massageado. O pior arrogante é aquele que usa isso para inferiorizar outras pessoas. E eu estou falando do arrogante com procedência, não o medíocre que se acha o cara.

Estou escrevendo este texto por um motivo, por passar muitas vezes por arrogante, por dizerem que eu me acho o máximo. Primeiro, não tenho motivos para me achar o máximo. Ainda não o sou, mas vou ser. E é essa a grande diferença, sei do meu potencial e sei o que posso alcançar na minha vida. E não, não tenho medo algum de dizer isso. Se por eu saber o que eu quero, por correr atrás disso e por mostrar algumas vezes que tenho chances reais de alcançar meus objetivos, eu sou taxado de arrogante, então que seja assim.

Quem não gosta de ser elogiado? Quem não gosta de ter o esforço e o trabalho reconhecidos? O problema é que enquanto você se inferioriza e se rebaixa todos continuam te achando um cara muito bacana, mas quando você diz “Obrigado, ficou muito bom mesmo” as pessoas já te chamam de arrogante e não-sei-mais-o-que. Olha, estou longe, mas muuuito longe de ser o profissional que deveria ou que poderia, e muito mais longe de ser o que eu quero ser. Mas estou no caminho e estou trilhando ele da maneira certa, dando passos muito bem pensados. Se eu vou alcançar? Vou. Estou trabalhando para isso. E se você não tem essa determinação, se você não sabe o que quer, me desculpe, mas você vai me achar um prepotente filha da mãe. Admiro as pessoas que aos 20 e poucos sabem o querem e correm atrás, que não esperam as coisas caírem do céu e que sabem reconhecer quando errou e por que não, reconhecer quando acertou.

Na nossa cultura, aprendemos desde cedo que só podemos lembrar dos nossos erros, e fazem questão de fazerem isto por nós. Eu me lembro dos meus erros – aprendi muito com eles – mas também lembro dos meus acertos, e sei que posso melhorá-los. É muito mais fácil julgar uma pessoa que se arrisca do que se arriscar, é muito mais fácil julgar quem bota a cara a tapa do que botar a própria cara a tapa.

Confie no seu taco e não deixe que palavras de terceiros diminuam quem você é!

Como se tornar um Comissário de Bordo

Como disse em um post anterior, eu havia descoberto o que queria fazer da minha vida. Aos 21 anos, trabalhando no aeroporto de Bauru, eu sabia que queria voar, mas ao mesmo tempo, como já havia começado minha faculdade e estava no 3º ano, não queria trancar, queria ir até o fim no meu Bacharelado e depois fazer o curso.

Não foi uma decisão fácil. Várias vezes bateu a vontade de largar tudo e seguir em frente, mas eu sentia que minha experiência em solo e meu bacharelado em Turismo iriam me ajudar de alguma forma na profissão que eu tanto queria seguir.

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O primeiro passo para se tornar um comissário de bordo é achar uma escola, de qualidade e com referências, para fazer o curso exigido pela ANAC. Em Bauru temos a opção no Aeroclube. O curso tem duração de aproximadamente 4 meses, onde estudamos a parte teórica e prática (sobrevivência), bem como tiramos nosso primeiro CMA (o documento que comprova que estamos aptos para exercer a profissão. Eu terminei o meu curso em dezembro de 2011.

O segundo passo é a prova da ANAC. É só marcarmos pelo próprio site enviando a documentação necessária em uma das cidades que a ANAC tem sede. Depois de marcada a prova (normalmente para 30 dias a frente da data de solicitação), é hora de colocar a cara nos livros e fazer muitos simulados. Essa fase depende totalmente do aluno. Eu fiz minha prova em Curitiba, pois estava muito mais rápido para marcar a data do que na sede de São Paulo.

O terceiro passo é preparar um currículo legal para enviar para as companhias aéreas. Hoje em dia, acredito que nenhuma delas esteja recebendo pelo correio, mesmo assim, quando chamado para entrevista, é interessante levar uma cópia do seu currículo com foto. Preencha o cadastro no Elancers correta e completamente, é a sua porta de entrada na aviação brasileira.

Depois, é apenas se preparar. Não deixe de estudar idiomas, de fazer cursos complementares e sempre tome muito cuidado com o que se posta em redes sociais. Vejo muita gente reclamando da área ou tentando fazer drama dizendo que ainda não foi chamado pra nenhuma seleção: esse não é o perfil que as empresas procuram. Mostre-se sempre positivo, alegre, feliz e que sabe que seu momento vai chegar.

Embora a aviação seja a nossa vida, não podemos parar nossa vida para esperar a chance de entrar. Continue sempre se aperfeiçoando.

Se esse realmente é seu sonho, no momento certo, ele vai se realizar. Não desista.

Foco, força e fé.

Blue Angel

Eu me formei em Turismo, realizei trabalhos voluntários voltados para área de intercâmbio e para algumas instituições de minha cidade, trabalhei em uma agência de viagem e duas vezes em uma agência de intercâmbio. Também trabalhei como Agente de Aeroporto durante 1 ano e meio.

Viajei para a África do Sul, onde aprendi a respeitar e admirar culturas diferentes da minha, a comer coisas apimentadas e a ver a vida de uma forma diferente. A saudade é imensurável dos momentos que passei lá e das pessoas que convivi.

Viajei pelo Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. E o nosso Brasil é tão lindo e diversificado que não deixa nada a desejar para os destinos no exterior.

Fui de mochilão para Argentina, Chile e Uruguai, afinal, como turismólogo recém-formado, eu tinha que descobrir o mundo, eu tinha que descobrir à mim.

Esse ano passei dois meses na Europa, entre Suíça, Irlanda, Irlanda do Norte, França e Espanha e quando embarquei rumo à Londres no dia 1º de fevereiro, minha intenção era de não voltar. Mas a vida nos prega peças. E voltei.

Minha mãe sempre diz: “Criei meus filhos para o mundo, não para mim, por isso, vá. Mas se precisar voltar, sua casa estará aqui”. E eu sigo isso. E vou. E volto. E vou. Não tenho medo de arriscar.

Apesar de tudo o que vivi e não vivi e que tenho vontade de viver, eu sabia que um lado só estaria preenchido quando eu conseguisse voar. Não voar como passageiro, mas como tripulante. Eu queria voar para assegurar a segurança daqueles que estão dentro da aeronave, indo à uma reunião de trabalho, reencontrar a família, os amigos, ou como eu, atrás de algo novo, de um sonho.

Quero ser capaz de fornecer um sorriso a cada um desses passageiros através de um simples bom dia, que possa mudar o dia deles e que eles passem isso adiante, pois o mundo precisa mesmo de mais compaixão, compreensão e amor.

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Não vou dizer que foi fácil chegar aqui. A luta é diária. Mas não devemos nunca desistir. Às vezes bate aquela angústia, pensamos o quanto estudamos e em quanto a espera pode ser grande, mas pra quem está atrás de um objetivo e ama o que se quer, o que se faz, tudo isso se torna tão pequeno que mesmo que alguns dias sejam cinzas, a maior parte deles, será AZUL.

Por isso, hoje tenho orgulho de dizer que sou um Blue Angel. E que cheguei onde queria chegar. Porque fui forte, porque fui persistente, porque não desisti na primeira dificuldade. Porque continuei me capacitando e adquirindo experiência. Porque gosto de lidar com pessoas, de viajar. Porque sei que o mundo é meu e de quem mais quiser se arriscar a viver essa magia toda que ele pode nos proporcionar.

Obrigado a todos que de forma direta ou indireta, participaram dessa vitória! Sem vocês, eu não estaria onde estou.

E que todos tenham um dia AZUL.

 

 

E você? O que quer ser quando crescer?

Que atire o brinquedo favorito da infância quem nunca teve que responder essa pergunta.

Lembro quando a fizeram para mim pela primeira vez. Eu estava na primeira série, era um aluno tímido e a professora foi apontando para cada aluno, um atrás do outro, para responder a pergunta. Quando chegou a minha vez, respirei fundo e disse que queria ser repórter de uma emissora local de minha cidade. Muito disso porque minha mãe trabalhava nessa emissora e de certo modo, eu queria seguir os passos dela.

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A pergunta só voltou a ressurgir no Ensino Fundamental, por volta da 7ª ou 8ª série, mas entre os amigos. Eu não sabia se queria partir para Artes Cênicas ou Jornalismo, mas tinha certeza que seria um dos dois. Em um piscar de olhos, eu estava entrando no Terceiro Colegial e era o momento de decidir: agora não havia mais tempo. Esse é um período muito assustador. Como, com 17 anos, eu poderia ser capaz de decidir o que queria fazer por toda minha vida?

Eu já havia abandonado a ideia do Jornalismo e das Artes Cênicas. Sabia que gostava de viagens, embora ainda não tivesse feito muitas, mas o trabalho voluntário em uma Organização de Intercâmbio me mostrou que eu gostava também de lidar com pessoas. E também gostava de cozinhar. E queria estudar Gastronomia. E queria estudar Hospitalidade e Hospedagem. Nesse ponto, eu estava tão em dúvida que achei que não iria fazer nada. Mas as sábias palavras de minha mãe vieram no momento certo: “Por que você não estuda Turismo, onde você poderá englobar a gastronomia, a vontade de viajar, de lidar com pessoas e de quebra ter o gostinho de cada área de Humanas?”. Foi o que fiz.

Essa era a melhor decisão que eu poderia ter tomado. Tive a oportunidade de conhecer um pouco das áreas que queria – e descobrir que não era nada daquilo. A faculdade ajudou a expandir minha mente, conhecer várias áreas, mas acima de tudo, me ajudou a descobrir minha verdadeira paixão: a aviação.

Eu já sabia que gostava dessa área pelo trabalho voluntário no AFS. Ir para São Paulo e desenvolver as logísticas de intercâmbio em Guarulhos e Congonhas era um dos momentos mais esperados para mim no ano. Eu gostava de voar. Estar acima das nuvens e chegar rapidamente em qualquer lugar era algo mágico para mim. Quando fui então trabalhar no aeroporto de Bauru como Agente de Aeroporto e a querosene “entrou” no meu sangue, eu não tive mais dúvidas: era isso que eu queria.

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Mas eu não queria me manter em solo.Eu queria voar.

Hoje vejo alguns amigos que ainda não decidiram o que querem para suas vidas e me sinto privilegiado por ter achado o que eu quero. De estar me sentindo tão completo e certo da minha decisão.

Hoje, ninguém mais me pergunta o que quero ser quando crescer. Mas, se me perguntassem, eu encheria o peito e com muito orgulho, responderia: COMISSÁRIO DE BORDO!

Peace Wall Belfast

Quem se lembra do muro de Berlin talvez nem deva ter ouvido falar que, em outros lugares, muros são ainda utilizados para fazerem algo parecido, embora a motivação não seja política e sim religiosa, o Peace Wall, em Belfast, tem um quê de separatista.

Eu até ia escrever um post todo especial sobre isso, mas o Rick escreveu algo que em poucas palavras, foi capaz de sintetizar tudo o que vi, senti e pensei sobre esse marco na cidade de Belfast. Tomo a liberdade aqui, de reproduzir na íntegra, o que ele disse, com fotos que tiramos no dia em que estivemos lá:

Peace Wall

Peace Wall

“Belfast é uma cidade fantástica, como vocês puderam ver nos outros posts e que me ensinou muitas coisas novas. Mas algo em especial me marcou na cidade, o Peace Wall.

O Peace Wall é um ENORME muro, construído no ano de 1969, bem no começo dos conflitos religiosos em Belfast e que tem por objetivo separar protestantes de católicos. Ele corta os principais bairros católicos e protestantes da cidade e chama “Peace Wall” porque, teoricamente, impede que ataques gratuitos aconteçam entre os dois lados.

Eu já cheguei em Belfast querendo conhecer o muro, mas ele não estava no mapa. Precisei pedir informação a um irlandês que, muito prestativo, me disse o caminho para chegar lá e até me mostrou no mapa. Achei engraçado que algo tão importante não estive marcado no mapa, mas depois pensei: quem é que tem orgulho de mostrar uma coisa dessas?

Ninguém.

[…]

Essa visita só me fez refletir um pouco mais sobre o Brasil. Por mais que ainda tenhamos uma ENORME intolerância religiosa, que a maioria ainda não aceita as diferenças dos outros, que tenhamos homofóbicos e preconceituosos presidindo uma Câmara de Direitos Humanos, que tenhamos violência contra mulheres, gays e negros, nós não temos um muro que nos separa.

Brasil, um país de todos.

Post na íntegra aqui.

Titanic Museum

Um dos momentos mais esperados da viagem a Belfast para mim era a visita ao museu do Titanic. Me apaixonei pelo filme desde quando o vi pela primeira vez, em um VHS que meu tio enviou de São Paulo para mim. Enquanto eu não pifei o áudio da fita de tanto assistir, não cansei.

Aí depois veio o DVD e vocês já sabem a história: ninguém suportava ver o filme comigo, porque eu sabia muitas das falas de cor. Fazer o quê? Ainda hoje, é um dos meus filmes favoritos.

Depois de visitar os principais pontos de Belfast, como eu já contei aqui, seguimos rumo a cereja do bolo do dia: O museu do Titanic. Como um amigo disse, hoje em dia, “Ir a Belfast e não conhecer o museu do Titanic é a mesma coisa que ir a Paris e não conhecer a Torre Eiffel” e ele não podia estar mais certo. Seja porque você é fã do filme, da história ou de história ou por sua forma arquitetônica arrojada, o passeio ao museu é imperdível!

Na época que antecedeu a construção do Titanic, Belfast era conhecida como a capital da fibra e do ferro, uma cidade com uma capacidade produtiva muito grande e muito importante para o poder financeiro do Reino Unido. Por conta disso, a cidade foi escolhida como sede da construção dos maiores navios que o mundo já havia visto, devido a seu grande poder naval.

O museu não fica longe do centro e dá pra ir caminhando tranquilamente. O ticket custa em média £12 (adulto) e £9 (estudantes).

É impossível errar o museu. Logo de cara, você já identifica que naquele edifício deve haver algo relacionado ao navio por seu formato. É um dos prédios mais lindos que já vi.

Titanic Museum

Titanic Museum

O passeio começa contando a história do domínio britânico pelo mundo. Depois conta a história da guerra das Irlandas e por fim, a história de Belfast. É nesse momento que a gente aprende sobre o poder produtivo e naval de Belfast.

Depois, a história mergulha exclusivamente no relato do Titanic. Vemos as plantas da construção, os materiais que foram usados e embarcamos em um trenzinho que conta aos poucos como foi a construção do gigante.

No passeio do trenzinho

No passeio do trenzinho

Uma das salas mais interessantes é a que contém as mensagens originais, em áudio e escritas, trocadas entre os comandantes do Titanic, Carpathia e Olympic no dia da tragédia. Nelas, é possível ver que o comandante Edwart Smith, foi um pouco orgulhoso com os avisos dos outros navios, já que o Titanic era o navio que nem Deus podia afundar e só pediu ajuda quando já estava sem saída e a tragédia com horário marcado.

Réplica do navio

Réplica do navio

O mais legal do museu é que ele é 100% interativo. Em todas as salas é possível usar o touch das telas e se aprofundar mais ainda na história. Conhecer todos os decks do navio, o caminho que os funcionários percorriam dentro do labirinto de corredores, os ambientes conforme as classes, bem como restaurantes, etc.

Réplicas da porcelana utilizada no Titanic, com o emblema da White Star Line

Réplicas da porcelana utilizada no Titanic, com o emblema da White Star Line

Há alguns objetos e algumas coisas que estavam dentro do navio, como xícaras, bules, pratos e até uma representação – em tamanho real – de um quarto da primeira, segunda e terceira classe e um bote salva-vidas.

Cabine primeira classe

Cabine primeira classe

Há também a sala que conta a história de alguns passageiros que estavam a bordo navio e sobreviveram à tragédia, entre elas Margareth Brown (a nova rica) que ficou conhecida como a “Heroína do Titanic” (também retratada no filme de Cameron), porque ajudou a todos que podia com a sua recém-adquirida fortuna, com uma fundação em prol aos sobreviventes da tragédia, bem como o sr. Andrew (construtor do navio) e outros célebres ilustres que estavam no navio.

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Cabine segunda classe

Em um dos ambientes, é possível acompanhar vídeos em 3 paredes como se estivesse em um elevador, do casco do navio até sua parte exterior, onde os passageiros tomavam Sol passando pelo interior de vários ambientes. Você realmente se sente dentro do Titanic.

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Cabine terceira classe, onde ficavam os empregados do navio e os menos afortunados

O interessante é perceber que realmente o Titanic tinha uma chance de chegar a Nova York. Que avisos foram dados, mas a prepotência humana e a certeza do navio não poder afundar nem pelas mãos de Deus selou a vida de milhares de pessoas.

Os botes deixando o navio em 14 de abril de 1912

Titanic

Ainda é possível ver um bote em seu tamanho real, como os utilizados no Titanic. Se não fosse o pânico, a diferença de classes e a falta de preparo dos tripulantes, poderia ter havido muito mais sobreviventes.

Bote em tamanho real como os utilizados no Titanic

Bote em tamanho real como os utilizados no Titanic

Na parte final, a parte técnica da descoberta do navio no fundo do mar é desvendada. Pode-se ver o robô aquático utilizado para ir até o navio, imagens do Titanic, etc.

Robô aquático

Robô aquático

O passeio termina mostrando as diversas representações de Titanic ao redor do mundo, manchetes do jornal da época, os filmes que vieram após o naufrágio, incluindo o filme de 1997 e tem até o figurino original dos atores usado nas gravações. Além é claro, da Celine Dion cantando “My Heart Will Go On“.

Vestido da Rose, utilizado por Kate Winslet no filme de James Cameron

Vestido da Rose, utilizado por Kate Winslet no filme de James Cameron

Após terminar o passeio, é impossível não refletir sobre o ocorrido. Muitas vidas foram perdidas naquele ano. Mais uma vez provou-se que o homem não está acima da força de Deus e que temos que ser cautelosos e diminuirmos nossa arrogância. O Titanic ficou sem uma explicação plausível de como um erro desse pode ter sido cometido por um capitão tão experiente.

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Deck com vista para o porto de Belfast

Mesmo assim, essa é uma história que motiva e nos cativa por todo seu mistério e grandeza e o passeio ao museu do Titanic vale a pena por cada segundo passado lá dentro. Saí de lá com a sensação de mais um desejo realizado. Tanto que eu tive que trazer um souvenir todo especial do museu.

Caneca White Star Line Titanic

Caneca White Star Line Titanic

Só quem é fã mesmo pra entender a emoção de estar em um local em que a história desse gigante começou. Fica a dica pra quem estiver indo pra Irlanda.

Titanic Museum

Titanic Museum

Para quem quiser maiores informações, é só acessar o site do museu.

Belfast em um dia

A viagem para Belfast, embora já cogitada, foi decidida em cima da hora, principalmente porque eu estava voltando ao Brasil bem antes do planejado. Para aproveitar que eu e o Rick ainda não estávamos trabalhando, pegamos uma dessas promoções de meio de semana de uma companhia de viação entre Dublin e Belfast, marcamos a data e fomos.

Saímos de Dublin às 9h30 (atrasados, pois perdemos o ônibus das 8h30), naquele frio e chuva que só Dublin pode te proporcionar durante o inverno e partimos rumo a Belfast. O ônibus sai ali da O’Connell Street, mas o lugar não é muito preciso. Fomos de AirCoach, a viagem de ida e volta saiu por € 20, durando aproximadamente 2 horas.

Para chegar à Belfast, o ônibus fez um caminho muito lindo por dentro da Irlanda, recheados de paisagens de tirar o fôlego. Passamos por pequenas cidades, muitas fazendas, vimos muitos riachos, rios e criações de gado e ovelhas. Foi possível também avistar algumas ruínas antigas, algumas torres e muitas casas bem típicas da Irlanda.

Foi nesse momento que entendemos porque alguns brasileiros chamam a Irlanda de “grande fazenda”. O local, quando se sai de Dublin, é todo voltado para as pastagens e a vida é baseada em um sistema mais rural. Me lembrou algumas paisagens que vemos no interior de São Paulo, onde eu moro.

A fronteira da Irlanda com a Irlanda do Norte quase não existe, só percebemos porque o sinal do celular caiu, entrou em roaming internacional e passou a apontar “vodafone UK”. Além disso, começaram a surgir placas de serviços na estrada, de hotel, alimentação e etc, em Libras (£) e não mais em Euros (€). Achamos que morreríamos por estarmos sem internet/celular, mas gente, acredite, ainda é possível viver sem tecnologia por um dia! (drama queen)

O ônibus para em frente a rodoviária em Belfast, onde é possível pegar um mapa da cidade. Pegamos nosso mapa, vários roteirinhos da cidade e começamos nosso passeio.

Visitamos muitos lugares e, seguindo o que o Rick disse no post dele, não vou falar de todos, se não o post vai ficar quilométrico. Vamos nos focar nos mais importantes.

Saindo da rodoviária, logo na esquina, já é possivel ver a Gran Opera House of Belfast. A ópera abriu suas portas em 1895 e desde então mantém um ativo hall de espetáculos, colocando-a na grande cena europeia. Maiores informações podem ser conseguidas no site da Ópera.

Grand Opera House of Belfast

Grand Opera House of Belfast

De lá, seguimos andando pelo centro da cidade (até obtivemos ajuda de uma simpática irlandesa que começou a nos contar a história de um hotel próximo, cheio de fofocas e intrigas que entendemos apenas pela metade por ela falar rápido demais) até chegarmos na “Ormeau Baths”, um banheiro público do século XIX.

Ormeau Baths

Ormeau Baths

Os banhos públicos existiam porque, naquela época, a maioria das casas da Irlanda não tinham água quente ou banheiro e para tomar banho, as pessoas precisavam ir até esse tipo de local para se banhar. Era mais um serviço que o governo servia à população.

Ormeau Baths - Parte Interna

Ormeau Baths – Parte Interna

De lá, seguimos para o City Hall. O City Hall é o centro do poder em Belfast, é lá que se concentra a parte política da cidade. Ele está ligado diretamente ao governo do Reino Unido. A arquitetura do lugar é fantástica e recheada de detalhes. É possível ver também várias estátuas de ícones britânicos, inclusive da Rainha Vitória e de alguns outros membros da família real.

City Hall Of Belfast

City Hall Of Belfast

No City Hall também tem um monumento em memória as vítimas do Titanic – que foi construído em Belfast – e um obelisco em memória aos heróis das duas guerras mundiais.

O Jardim em memória das vítimas do Titanic

O jardim em memória das vítimas do Titanic

Foi sentado no City Hall que deixamos o estilo ~europeu~ de lado e farofamos nosso almoço como bons brasileiros, embora várias pessoas estivessem fazendo o mesmo. O interessante desses lugares é que eles aproveitam o tempo que podem estar ao ar livre, realmente ao ar livre. Então várias pessoas estavam aproveitando o clima ameno para comer seus almoços nos jardins do City Hall.

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Detalhe: estátua Rainha Vitória

Do City Hall partimos em busca do WaterFront Hall, em frente ao rio Lagan, uma casa de espetáculos que recebe os principais shows e eventos de Belfast.

Waterfront Hall

Waterfront Hall

Ao lado encontramos a Beacon of Hope. A escultura é o resultado de seis anos de planejamento, desenvolvimento e eventual fabricação. Feita de aço inoxidável e bronze fundido, a espiral que ela mantém no ar é o “anel de ação de graças”. O mundo a seus pés indica a filosofia universal de paz, harmonia e ação de graças e marcada em sua superfície, estão as cidades de onde as pessoas e indústrias de Belfast migraram.

Beacon of Hope

Beacon of Hope

Quase do lado desse monumento, está o “Big Fish”, uma estátua de cerâmica em homenagem a pesca e o cultivo do salmão em Belfast e a recuperação do rio Lagan. O grande peixe é um mosaíco e conta a história de Belfast.

Big Fish

Big Fish

Em frente ao Big Fish, fica o Albert Memorial Clock. É um relógio de torre situado na Praça da Rainha. Foi concluído em 1869 e é um dos melhores pontos de referência conhecidos de Belfast. Foi um presente da rainha Vitória ao seu então esposo, Príncipe Albert.

Albert Memorial Clock

Albert Memorial Clock

Há outros pontos de interesse em Belfast, mas que acabaram ficando fora do roteiro por serem muito longe e estarmos a pé. O interessante é reservar de 2 a 3 dias para conhecer bem a cidade e os seus arredores.

Do memorial, partimos para o Museu do Titanic, mas esse, como sou viciado até os ossos fã, fica para um próximo post.